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Destaque

 
 
O advogado, professor e Jurista KIOSHI HARADA inaugura a seção DESTAQUE que apresentará sempre uma figura notável que se destaque por seu conhecimento e contribuição dentro dos campos temáticos que compõem os setores exibidos neste PORTAL SOS PEACE por meio de artigos de interesse público para informação aos visitantes internautas , distribuída nas páginas virtuais disponíveis neste sítio. O Prof. Dr. KIYOSHI HARADA, dentro do campo de DIREITO TRIBUTÁRIO e FISCAL, escreverá sobre assuntos de suma importância no campo temático da área de JUSTIÇA, além de abordar a questão do meio ambiente sob seu ponto de vista baseado na sua grande experiência existencial neste tema.
 

Climatempo

Espírito de Grupo

O espírito de grupo fica estagnado ou destruído, quando os integrantes não acreditam na tarefa comum, quando cada elemento só dá o seu acordo àquilo que lhe agrada ou que está conforme ao seu parecer, quando o amor-próprio se torna lei dos esforços e quando cessa a estima ou a confiança recíproca que alimentam, sejam quais forem os incidentes, a certeza duma dedicação comum superior as falências passageiras. (sic)
Projetos
O Butão, país da Ásia entre a Índia e o Tibet, criou uma visão alternativa para medir as riquezas de um país na década de 1970. Em vez de somente medir as riquezas materiais, passou a medir também a felicidade, o bem-estar da população e o desenvolvimento sustentável. Criou então o índice Felicidade Interna Bruta (FIB), pois o Produto Interno Bruto (PIB) não dava mais conta desses conceitos. A conta é simples: quando um país vende seus recursos naturais, por exemplo, o resultado final é tido como crescimento, mas os danos ambientais e sociais podem ser irreversíveis.

O cálculo do FIB inclui o padrão de vida econômica, educação de qualidade, saúde, expectativa de vida e longevidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, bons critérios de governança, gerenciamento equilibrado e bem-estar psicológico. Para o economista da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP) Ladislau Dowbor, a principal defasagem do PIB é não contabilizar os estoques de recursos naturais. “Se um país exporta petróleo, corta suas florestas, na verdade está reduzindo o estoque de riquezas”, afirma.

Não há receita pronta, mas pesquisadores dão pistas do que ouvem nos consultórios e vêem nas pesquisas. Eis algumas: a felicidade não está ligada a qualquer meio externo e sim ao estado de espírito. Dedique grande parte do tempo à família e amigos, estimulando e desfrutando dessas relações. Expresse gratidão pelo que tem. Faça voluntariado, ajude amigos, colegas de trabalho e estranhos. Seja otimista ao imaginar o futuro. Saboreie a vida, prazeres e tente viver o momento presente. Valorize as pequenas coisas e não só os grandes acontecimentos. Faça exercício físico. Encontre seu lado espiritual ou religioso.

  •  As Nações Unidas adotaram a metodologia do Butão, e Dowbor não vê nada de esotérico ou utópico nesse índice. “É feita uma pesquisa de percepção com a população que identifica quais os eixos mais importantes para sua felicidade. Isso se torna um referencial para políticas públicas”. A professora Maria Salette Mayer de Aquino, da Universidade Estadual de Campinas, acredita que a mudança é necessária para garantir a felicidade e a continuação da vida. “Todos estão cansados de saber que se mantivermos nosso atual padrão de consumo serão necessários cinco planetas”, diz. Para Dowbor, é preciso mudar o paradigma do que significa felicidade e lucro. “Precisamos redescobrir coisas essenciais para a vida, como ter amigos, conhecer o bairro e valorizar a família”.

  • A antropóloga Susan Andrews lembra que o PIB dos Estados Unidos triplicou desde 1950, mas hoje uma em quatro pessoas é infeliz ou deprimida, o número de divórcios duplicou, o de crimes violentos quadruplicou e a população carcerária está cinco vezes maior. “Os americanos aumentaram sua riqueza, mas no processo perderam algo muito mais precioso – seu sentido de comunidade”, explica. Na opinião de Susan, o FIB pode ser facilmente aplicado no Brasil. Os butaneses, com ajuda de economistas da Europa, EUA e Canadá, desenvolveram indicadores quantitativos sofisticados para medir a felicidade. Eles se baseiam em pesquisas psicológicas sobre fatores que aumentam o bem- estar subjetivo.